Canonização de Isabel da Trindade

A 16 de Outubro será canonizada a Bem-aventurada Isabel da Trindade, carmelita descalça francesa, em Roma, pelo Papa Francisco.

Isabel da Trindade

«Sou Isabel da Trindade,

quer dizer,

Isabel desaparecendo,

perdendo-se,

deixando-se invadir

pelos Três» (Carta 172).

Santa Isabel da Trindade

Isabel da Trindade

Na próxima segunda-feira, 20 de junho, às 10h da manhã, hora italiana, o Papa Francisco vai presidi na Sala do Consistório do Palácio Apostólico, no Vaticano, a celebração da Hora Intermédia e o Consistório Ordinário Público para anunciar a Canonização dos Beatos:

– Salomone Leclercq (Guglielmo Nicola Ludovico), dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártir;

– Manuel González García, Bispo de Palencia, fundador da União Eucarística Reparadora e da Congregação das Irmãs Missionárias Eucarísticas de Nazaré;

– Ludovico Pavoni, sacerdote, fundador da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada;

– Alfonso Maria Fusco, sacerdote, fundador da Congregação das Irmãs de São João Batista;

Elisabete da Santíssima Trindade (Elisabete Catez), monja professa da Ordem dos Carmelitas Descalços.

Beata Ana de São Bartolomeu

Ana de São Bartolomeu

No dia 7 de Março celebramos a Memória da Bem-aventurada Ana de São Bartolomeu, grande amiga de Santa Teresa, e sua enfermeira até à morte. Nasceu em Almendral, aldeia de Ávila, no ano 1549. Quando tinha apenas dez anos, morreram seus pais, ficando ao cuidado dos irmãos que lhe deram o ofício de pastora, confiando-lhe o rebanho para guardar. Não se preocuparam os irmãos em ensiná-la a ler e escrever. Porém, na sua Autobiografia, esta bem-aventurada Carmelita conta-nos que nas longas horas que passava na guarda do rebanho, vinha o Menino Jesus ensiná-la a compreender os mistérios da vida e da fé. Ana sentiu-se, na sua juventude, atacada por uma doença que quase a vitimou. Encomendou-se a S. Bartolomeu e recobrou saúde. Entrou no convento de S. José de Ávila e tomou o nome de Ana de S. Bartolomeu. Aqui conheceu nosso pai S. João da Cruz que, juntamente com Santa Teresa de Jesus, lhe ensinaram o espírito carmelita.

Na noite de Natal de 1577, partiu Santa Teresa um braço. A partir de então, a Irmã Ana foi presença constante e companheira inseparável da Santa Madre, nos braços de quem Santa Teresa viria a morrer. Foi neste período, com vinte e oito anos, que a Irmã Ana aprendeu a ler e a escrever, imitando a letra da Santa, a fim de se tornar na secretária particular da Madre Fundadora e também sua confidente, sendo, por isso, a pessoa que melhor conheceu Santa Teresa. Foi escolhida para integrar a primeira comunidade que fundou o Carmelo em França, no ano de 1604. Foi seu grande sofrimento, desde o primeiro dia, não poder ter junto de si os carmelitas. Quando estes, anos mais tarde, chegaram a França elegeram-na como fundadora do Carmelo na Bélgica, onde chegou no ano de 1612, fundando em Antuérpia. Os príncipes e os senhores belgas estimavam a Irmã Ana como santa. A infanta Dª Isabel afirmava: «Antuérpia nada deve recear, pois a Irmã Ana de São Bartolomeu é a nossa defesa, melhor que qualquer exército». Assim era. Por três vezes, Maurício de Nassau tentou tomar a cidade sem o ter conseguido. Por isso, o povo, reconhecido, chamava à Irmã Ana «Defensora de Antuérpia». «Morreu em Antuérpia, no dia 7 de Junho de 1626, Solenidade da Santíssima Trindade. A cidade ainda hoje mantém viva a memória desta grande Carmelita.