Santa Isabel da Trindade (I)

isabel-da-trindade-2

O Papa Francisco pronunciou a Fórmula de Canonização da beata Isabel da Trindade, no dia 16 de Outubro de 2016, em que declarou, definiu e inscreveu Isabel da Santíssima Trindade Catez no Álbum dos Santos.

«Para honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e o incremento da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de ter reflectido longamente, e invocado muitas vezes a ajuda divina e ouvido o parecer de muitos Nossos Irmãos no Episcopado, declaramos e definimos Santos os Beatos Salomão Leclercq, José Sánchez del Río, Manuel González García, Ludovico Pavoni, Afonso Maria Fusco, José Gabriel do Rosário Brochado e Isabel da Santíssima Trindade Catez, e os inscrevemos no Álbum dos Santos, estabelecendo que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Santa Isabel da Santíssima Trindade, rogai por nós.

Santa Isabel da Trindade

No dia 16 de outubro vai ser canonizada em Roma pelo Papa Francisco a Beata Isabel da Trindade, carmelita francesa do Carmelo de Dijon. Que ela nos ensine o «segredo da felicidade» e a «ciência dos santos».

isabel-da-trindade-5

Isabel Catez (1880-1906), filha de oficial, de temperamento ardente, de natureza generosa e recta soube vencer o seu «terrível carácter» por amor a Jesus. Amiga calorosa e pianista exímia, deixou tudo para entrar no Carmelo de Dijon aos 21 anos. O seu novo nome encanta-a: Isabel da Trindade entrega-se sem reservas a Cristo que encontra no mais profundo do seu coração. Participa às suas amigas e à sua irmã a maravilhosa descoberta: todos chamados, todos habitados pela Presença de Deus todo amor.

Consumida pela doença de Addison, acolhe serenamente os terríveis sofrimentos, identificando-se com Cristo crucificado e morre aos 26 anos a 9 de Novembro de 1906: «Vou para a Luz, para o Amor, para a Vida». Foi beatificada pelo Papa João Paulo II a 25 de Novembro de 1984 e o milagre para a sua canonização foi reconhecido a 3 de Março de 2016.

«Ah, se pudesse ensinar-te o segredo da felicidade como o santo Deus mo ensinou. […] É preciso que edifiques, como eu, uma celazinha no interior da tua alma; pensarás que o bom Deus está lá e aí entrarás de tempos a tempos; logo que sentires os teus nervos, ou que estás triste, depressa, refugia-te lá e confia tudo isso ao Mestre. Ah, se tu o conhecesses um pouco, a oração já não te causaria tédio; parece-me que é um repouso, um alívio: chega-se muito simplesmente ao pé d’Aquele que se ama, e está-se junto d’Ele como uma criancinha nos braços da sua mãe e dá-se largas ao coração» (Ct 123).

«Se soubésseis como rezo pela nossa intenção. Interesso a Santa Virgem na nossa causa para estar mais certa de a ganhar. Diz-se no Evangelho «que houve núpcias em Caná e que a Mãe de Jesus estava lá»; é ainda nesta circunstância que Nosso Senhor fez o seu primeiro milagre a pedido da Virgem: é para nos mostrar quanto Deus se interessa por todas as nossas necessidades, mesmo as mais materiais, que este facto nos é contado. Tende, pois, confiança no seu amor!» (Ct 246).

«Encontro-a no Braseiro do amor; é lá que decorrerá a minha eternidade e pode já começá-la aqui» (Ct 335).

«Chegaremos porventura alguma vez a compreender quanto somos amados? Parece-me que é justamente esta a ciência dos santos» (Ct 191).