Quando era criança, achava divertido apanhar chuva. Água a cair do céu às gotas, como se fosse um jogo. O céu a brincar connosco.
No batismo, quando era bebé, também derramaram água sobre a minha cabeça. E desde então, recebi a missão de anunciar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo.
Agora sou um jovem adulto e, como batizado, sinto que talvez não perder a alegria de apanhar chuva faça parte da minha missão como cristão.
Dar testemunho de que sim, mesmo no meio das tempestades e chuvas de adversidades, aborrecimentos e contrariedades, é possível cantar e dançar.
Apanhar chuva como gotas de bênção, transformar a tristeza em alegria, a dor em amor. Por outras palavras, viver o meu Batismo. Continuar a ser a criança que brinca à chuva.
José de Barcelos
Festa do Baptismo do Senhor [Ano A]


