Gosto de pensar em São José como o primeiro devoto do Imaculado Coração de Maria.
Perante Maria grávida e a possibilidade das suspeitas de que ela é que teria cometido adultério, São José pensa em abandoná-la: assim, ele é que seria visto como o pecador e o culpado, como aquele que engravida uma mulher e abandona o próprio filho.
Aqui São José mostra que o amor que tem por Maria é maior que o amor que tem à própria vida, pois estava disposto a sofrer o martírio para defendê-la: não o martírio de sangue, mas o martírio da honra.
Desta forma, São José dá-nos um grande testemunho, ensinando-nos que receber Jesus é receber também Maria, pois ambos, mãe e filho, são indissociáveis. O sangue e a carne de Jesus são o sangue e a carne de Maria.
José observava este belíssimo mistério de Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços, um vislumbre da Igreja Católica com o Santíssimo Sacramento.
Assim, vemos em São José aquilo que Nossa Senhora disse à Irmã Lúcia: «O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».
Receber Maria fez com que São José recebesse Jesus nos braços. Se Maria, após a crucificação de Jesus, meditava a Via-Sacra, São José muito provavelmente já meditava os Mistérios Gozosos do Rosário.
Na sexta aparição em Fátima, também São José apareceu junto de Maria e de Jesus. Que este nosso querido pai nos ensine a viver a devoção ao Imaculado Coração de Maria, pois a Mãezinha merece todo o nosso amor.
José de Barcelos
Domingo IV do Advento [Ano A]


