Na sua Terceira Memória, escreve a Irmã Lúcia sobre a Jacinta:
«Pouco tempo antes de ir para o hospital, dizia-me já me falta pouco para ir para o Céu, tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção do Imaculado Coração de Maria, quando for para dizeres isso não te escondas, diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a ela, que o Coração de Jesus quer que a seu lado se venere o Coração Imaculado de Maria. Que peçam a paz ao Imaculado Coração de Maria, que Deus lha entregou a ela.
E o nosso Divino Mestre, neste Evangelho, diz-nos no fundo da alma como um sussurro de amor: «Ide contar» (Mateus 11:4).
Jesus conta connosco para que sejamos os pequenos mensageiros do Seu Reino luminoso. E cabe-nos a nós contar esta boa-nova aos nossos irmãos e irmãs.
O Sagrado Coração de Jesus devolverá a paz às famílias destruídas e devolverá o fervor às almas consagradas. O Imaculado Coração de Maria proteger-nos-á de todas as ideologias, falsos profetas e tendências pecaminosas.
Sempre que virmos pessoas destruídas interiormente e que se sentem encurraladas pela escuridão, é uma oportunidade para ouvirmos o nosso Divino Mestre sussurrar-nos no fundo da alma: «Ide contar».
Com um Rosário na mão e a Eucaristia no coração, ide contar os dois caminhos que esses Divinos Corações nos apontam: as primeiras nove sextas-feiras e os primeiros cinco sábados.
Sim, há esperança.
Ide contar que a última palavra não é dor, mas amor.
José de Barcelos
Domingo III do Advento [Ano A]


